ÁGUA: DIREITO UNIVERSAL OU PRIVILÉGIO LOCAL? DESAFIOS E REFLEXÕES NO ÂMBITO ESCOLAR
Palavras-chave:
Educação Ambiental, CTSA, Questões socioambientais, Tratamento de ÁguaResumo
O acesso à água potável constitui um direito humano fundamental, essencial à promoção da saúde pública, à prevenção de doenças e à garantia da dignidade humana. No entanto, no contexto brasileiro, persistem desigualdades significativas no acesso a esse recurso, especialmente em áreas rurais e periferias urbanas. Diante desse cenário, a inserção da educação ambiental no ensino básico assume um papel estratégico, ao promover a consciência crítica, a criatividade e o engajamento dos estudantes na busca por soluções sustentáveis para desafios socioambientais. Com base nesse princípio, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), núcleo Biologia/Química da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), desenvolveram uma sequência didática envolvendo um estudo sobre as Estações de Tratamento de Água (ETA), a aplicação de um estudo de caso com questão problema sobre o acesso a água, além de um mapeamento do saneamento básico municipal por meio da plataforma “Painel de Saneamento Brasil”. A proposta foi implementada com estudantes do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública do município de Itajubá-MG. A atividade teve como objetivo principal fomentar a reflexão crítica dos discentes sobre os aspectos socioambientais que envolvem o acesso à água tratada, utilizando dados locais como base para a análise. A abordagem metodológica foi estruturada à luz dos pressupostos da Educação Ambiental Crítica e da abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA), com inspiração nos princípios pedagógicos freirianos, favorecendo a problematização de temas como justiça social, políticas públicas e o papel da ciência na resolução de problemas concretos. Ao investigar a distribuição da água tratada e suas implicações, os estudantes foram incentivados a compreender que, embora o acesso a esse recurso seja garantido legalmente, sua efetivação é marcada por desigualdades que refletem contextos de vulnerabilidade social. A experiência revelou-se significativa tanto para a aprendizagem de conteúdos científicos quanto para a formação de sujeitos críticos e conscientes, promovendo o diálogo entre ciência, cidadania e realidade local. Assim, a atividade evidenciou o potencial da educação ambiental no ensino básico como ferramenta de transformação social e de fortalecimento da percepção dos estudantes quanto aos seus direitos e responsabilidades frente às questões ambientais do território em que estão inseridos.
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