Um EXPERIMENTO DE YOUNG: UM RECURSO DE FOMENTAÇÃO DE FÍSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores

  • João Luiz Emiliano Gória Universidade Federal de Itajubá
  • Eduardo Moreira da Silva Centro de Educação Profissional Tancredo Neves
  • João César Oliveira Silva Centro de Educação Profissional Tancredo Neves
  • Thiago da Silva Quintanilha
  • Douglas Batista Rodrigues Gonçalves Torres Centro de Educação Profissional Tancredo Neves
  • Benedito Flávio Oriolo dos Santos Centro de Educação Profissional Tancredo Neves

Palavras-chave:

Ensino, Física, Interferência, Luz, Experimento de Young, Dupla Fenda, Ensino de Física, Óptica, Ondulatória, Ciência, Ciências da Natureza, Educação, Educação Básica, Experimento

Resumo

A luz sempre despertou a curiosidade dos estudiosos ao longo da história. Desde os primórdios da Ciência, sua natureza foi motivo de debates: sua constituição seria formada por ondas ou partículas? Apesar de já existirem trabalhos anteriores, como o proposto por Huygens, que já apresentavam o comportamento ondulatório da luz (NUSSENZVEIG, 1998), a teoria mais prestigiada e convincente era a de Isaac Newton, a qual defendia a natureza corpuscular da luz, em outras palavras, uma partícula (YOUNG, FREEDMAN, 2016).

Entretanto, em 1801, o físico inglês Thomas Young realizou o experimento que leva seu nome, demonstrando empiricamente a interferência luminosa e confirmando a natureza ondulatória da luz (BÔAS, N.V.; DOCA, R.H. BISCUOLA, G.J., 2012, p. 244). Essa descoberta foi essencial para o desenvolvimento da Física Moderna, que incorporou a dualidade onda-partícula em teorias como a Mecânica Quântica como foi analisado por NUSSENZVEIG (1998, p. 283).

Em pesquisas de ensino e aprendizagem que englobam o experimento de Thomas Young há algumas considerações relevantes que focam a experimentação, a evolução de conceitos físicos e a natureza da Ciência: Braun e Braun (1994) destacam que por ser um experimento que normalmente é acessível e de fácil montagem, ele pode ser incluído sem dificuldades em atividades experimentais na aŕea da Óptica; Gomes (2015): ressalta as contribuições de Thomas Young na evolução do conceito físico de energia, na mecânica e para além dela; Oliveira, Martins e Silva (2020) trazem algumas temas da Natureza da Ciência (NDC), a partir do episódio histórico do experimento, destacando que a ciência não pode ser vista sem conexão, mas de forma integrada. No caso, os estudos de Young sobre a natureza da luz se relacionavam aos seus estudos sobre o som, a acústica e a acomodação visual. Estes estudos impulsionam, a partir da década de 1830, os estudos da teoria ondulatória do calor radiante.

Diante deste contexto, neste trabalho, apresentamos uma proposta didática do Experimento de Young, realizada numa feira do Ensino Médio e Técnico de uma escola pública, destacando sua relevância para compreender fenômenos físicos e discutindo como a abordagem desses conceitos pode contribuir para a formação docente em Ciências, seja como treinamento ou como caminho para a emancipação intelectual.

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Publicado

22.04.2026