ADOÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM ATIVA NA EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA: MAPEAMENTO DE EXPERIÊNCIAS PUBLICADAS NO COBENGE DE 2021 A 2024

Autores

  • Leonardo Tiago Evangelista
  • Walter Aoiama Nagai

Palavras-chave:

Aprendizagem ativa, Educação em engenharia, Inovação pedagógica

Resumo

Com base nas análises realizadas, foi possível identificar tendências relevantes quanto à presença e ao uso de estratégias e métodos de aprendizagem ativa (EMAAs) nas publicações do COBENGE, no período de 2021 a 2024.
Observa-se que a quantidade de artigos sobre EMAAs oscilou no período, com uma queda significativa em 2023, seguida por um crescimento expressivo em 2024, sugerindo retomada do interesse pelas práticas pedagógicas centradas no estudante. Dos 231 artigos identificados, 149 mencionaram o termo "aprendizagem ativa", mas apenas 59 detalharam metodologias específicas, indicando uma lacuna na explicitação dessas práticas.
A distribuição por estado revela desigualdade regional, com maior concentração de publicações nas regiões Sudeste e Sul, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Pará e Bahia também se destacam, assim como alguns estados do Nordeste. Em contraste, a ausência de menções a EMAAs em estados como Amazonas, Goiás, Rondônia, Acre, Amapá e Roraima evidencia disparidades na produção científica sobre inovação no ensino de engenharia.
No que se refere às estratégias específicas, a aprendizagem baseada em projeto foi a mais mencionada, seguida pela aprendizagem baseada em problema, gamificação e aprendizagem prática. Outras estratégias, como sala de aula invertida, aprendizagem colaborativa e projeto integrador, também foram citadas, embora em menor escala.
Em síntese, os dados indicam valorização crescente das EMAAs no ensino de engenharia, mas revelam a necessidade de aprofundamento metodológico e maior disseminação regional.
Este estudo apresenta limitações relacionadas ao recorte dos dados, restritos aos anais do COBENGE (2021–2024), e à identificação das EMAAs apenas por termos explícitos nos textos, o que pode ter subestimado abordagens não nomeadas. Fatores contextuais, comoporte institucional, características dos cursos e políticas pedagógicas, também não foram considerados.
As limitações identificadas serão trabalhadas em estudos futuros com investigações qualitativas que revelarão quais disciplinas, quais cursos e quais impactos na aprendizagem são relatados nestes estudos. Serão feitas também análises comparativas entre regiões paraentender disparidades na produção.
Além disso, serão feitos estudos sobre a relação entre tipos de EMAAs e seus resultados no alcance dos objetivos de aprendizagem, além dos desafios enfrentados pelos docentes, ampliando a compreensão sobre sua aplicação na educação em engenharia.

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Publicado

03.02.2026