ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA NA CIDADE DE SÃO PAULO DESDE OS ANOS 1940.

Autores

  • Caio H. R. Santos
  • Marcelo de P. Corrêa

Palavras-chave:

Variação climática, Dermatopatias, Raios solares, Capital paulista

Resumo

Este estudo mostrou que as doses de radiação UV observadas na cidade de São Paulo aumentaram ao longo do período estudado. As análises de regressão linear e o Teste de Mann-Kendall confirmam essa tendência crescente, com aumento significativo nas duas últimas décadas (2004-2024). Esses resultados mostram que a população de São Paulo tem sido exposta a níveis cada vez mais altos de radiação UV ao longo do tempo, o que contribui para diversos riscos, principalmente à saúde ocular da pele. Doenças como a catarata, degeneração macular relacionada à idade e pterígio, além de câncer de pele, envelhecimento precoce e outras dermatoses podem se tornar ainda mais recorrentes. A continuidade desse estudo deve contemplar a avaliação do conteúdo total de ozônio, presença de poluentes e cobertura de nuvens para que possamos explicar o aumento observado. Além disso, pretende-se analisar dados epidemiológicos de doenças relacionadas à exposição UV para verificar a possível correlação com o aumento da incidência.

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Publicado

03.02.2026