VIABILIDADE DO USO DO CAROÇO DA AZEITONA EM ARGAMASSA AUTOADENSÁVEL

Autores

  • Ana Helena Placidino L. Gonçalves
  • Valquíria C. dos Santos

Palavras-chave:

Argamassa, Materiais alternativos, Resíduo do caroço de azeitona, Sustentabilidade

Resumo

O presente estudo teve como objetivo avaliar a utilização do caroço de azeitona triturado como agregado em argamassas, substituindo parcialmente o agregado miúdo comum em proporções de 15%, 20% e 30%, como alternativa sustentável e econômica para o aproveitamento de resíduos da olivicultura. As argamassas foram caracterizadas quanto às propriedades físicas e mecânicas, sendo observado nos ensaios em estado fresco que o aumento da substituição reduziu a viscosidade e a trabalhabilidade, especialmente nos traços de 20% e 30%, quando comparados aos parâmetros ideais definidos por GOMES E BARROS (2009).
Nos ensaios em estado endurecido, verificou-se uma diminuição sistemática das propriedades mecânicas com o aumento da substituição, destacando-se uma redução de mais de 80% no módulo de elasticidade dinâmico e de mais de 60% na resistência à compressão em relação ao traço base, indicando menor rigidez e maior suscetibilidade a deformações. Essa perda de desempenho pode ser explicada pela diferença de granulometria entre o caroço, mais grossa, e o agregado miúdo, além das características orgânicas do material.
Para estudos futuros, sugere-se a utilização de substituições inferiores a 15%, a investigação de aditivos compatíveis que possam melhorar a resistência do compósito cimentício e, se possível, tentar reduzir a espessura do grão do caroço para aproximá-lo mais à granulometria do agregado miúdo.

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Publicado

03.02.2026