ESTUDO SOBRE IMPACTO DOS TELHADOS VERDES FOTOVOLTAICOS NA CAPTURA DE ODORES DE ESGOTO NO AMBIENTE URBANO.

Autores

  • Ana Lívia Canato Mangili
  • Herlane Costa Calheiros

Palavras-chave:

Cobertura Verde, Infraestrutura urbana, Qualidade do ar

Resumo

A integração de telhados verdes fotovoltaicos em Estações de Tratamento de Esgoto representa uma abordagem inédita na literatura científica e na prática urbana. No entanto, é uma alternativa promissora para a mitigação de odores e a promoção da sustentabilidade urbana.
A revisão bibliográfica evidenciou que, além de contribuírem para o aumento da eficiência energética dos módulos solares e para o controle térmico das edificações, essas estruturas possuem potencial para reduzir a dispersão de gases odoríferos, como o sulfeto de hidrogênio, por meio da interceptação e absorção promovida pela vegetação.
Embora os resultados disponíveis indiquem benefícios ambientais, sociais e econômicos, ainda são limitadas as pesquisas que quantificam diretamente o efeito dessa tecnologia na atenuação de odores específicos de ETEs. Além disso, sua aplicação específica na mitigação de compostos odoríferos ainda não foi explorada de forma sistemática em conjunto com sistemas solares.
Essa proposta inovadora une duas tecnologias sustentáveis em uma solução sinérgica, capaz de promover ganhos ambientais múltiplos: geração de energia limpa, controle de odores urbanos e valorização paisagística. A ausência de estudos consolidados sobre essa combinação reforça o caráter pioneiro da iniciativa e abre caminho para novas pesquisas aplicadas em áreas urbanas próximas a fontes emissoras, como Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e indústrias.
Dessa forma, recomenda-se o desenvolvimento de estudos de campo de longo prazo, contemplando diferentes arranjos vegetativos, condições climáticas e tipologias construtivas, de modo a consolidar parâmetros técnicos e diretrizes normativas para sua aplicação. A adoção de telhados verdes fotovoltaicos, quando aliada a um planejamento urbano integrado, pode não apenas melhorar a aceitação social dessas infraestruturas, mas também fortalecer as estratégias de mitigação de impactos ambientais e de adaptação às mudanças climáticas.

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Publicado

03.02.2026