ESTUDO DE INDICADORES PARA AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA VIÁRIA EM RODOVIAS: ESTUDO DE CASO DE SINISTROS NA BR-381
Palavras-chave:
AHP, Análise Espacial, Gestão de Risco, Indicador de Segurança, Segmentos CríticosResumo
Esta pesquisa constatou-se que o ISs foi mais sensível a fatores relacionados ao comportamento do condutor enquanto o AHP foi influenciado pela taxa de ocorrências mais graves.
A análise mostrou que determinados segmentos da BR-381 que cruzam as regiões metropolitanas de Belo Horizonte e São Paulo concentraram tanto maior número de sinistros quanto maior severidade. O valor máximo de AHP observado foi (7), o que indica que, embora nenhum sinistro tenha atingido o grau máximo teórico (9), ainda assim ocorreram situações graves com valores entre 4 e 5 na escala definida.
Comparando os dois indicadores, observa-se que o ISs e o AHP possuem relação complementar. Dessa maneira, segmentos com baixa média de ISs podem ainda apresentar valores elevados de AHP quando ocorrem sinistros de maior impacto, justificando sua priorização em medidas de segurança viária. A combinação dos dois indicadores oferece uma visão mais completa: enquanto o ISs identifica segmentos da rodovia com problemas frequentes, o AHP aponta os locais onde a gravidade dos sinistros demanda ações mais imediatas. Portanto, os segmentos destacados na tabela (especialmente entre os quilômetros 480 a 509 em Betim e 80 a 89 em São Paulo) devem ser tratados como prioritários para ações de engenharia, fiscalização e campanhas de conscientização, visto que o comportamento do condutor é um indicador prioritário.