INCORPORAÇÃO DE PÓ DE MÁRMORE NA PREPARAÇÃO DE ARGAMASSAS AUTOADENSÁVEIS: AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E SEUS BENEFÍCIOS
Palavras-chave:
Argamassa autoadensável, Módulo de elasticidade, Pó de mármore, Resistência à compressão, SustentabilidadeResumo
O estudo demonstrou que a substituição parcial da massa da areia fina por pó de mármore em argamassas autoadensáveis apresenta potencial técnico e ambientalmente sustentável. Os ensaios no estado fresco indicaram que todas as misturas atenderam aos critérios de fluidez e viscosidade estabelecidos, garantindo adequada capacidade de escoamento e trabalhabilidade.
No estado endurecido, verificou-se que a condição de cura exerce influência significativa no desempenho das argamassas. Os corpos de prova submetidos à cura submersa apresentaram, de forma geral, valores superiores de módulo de elasticidade e resistência à compressão, em comparação com os curados em ambiente seco. Esse resultado confirma a importância do controle adequado de cura para potencializar as propriedades mecânicas.
Em relação ao teor de substituição, observou-se que o uso de até 40% de pó de mármore contribuiu positivamente para o aumento da resistência à compressão, destacando-se como proporção tecnicamente viável. Já a substituição em 60% mostrou-se limitante, pois apesar de elevar o módulo de elasticidade, não manteve o ganho de resistência à compressão, evidenciando um ponto de saturação da adição do resíduo.
Portanto, a incorporação de pó de mármore surge como alternativa promissora para reduzir o consumo de areia natural e minimizar impactos ambientais, sem comprometer o desempenho da argamassa quando utilizado em proporções controladas. Como trabalhos futuros, recomenda-se investigar diferentes tipos de aditivos, condições de cura prolongada e a durabilidade das misturas, de modo a ampliar a compreensão do comportamento dessa argamassa em aplicações práticas.