NANOCIMENTO DE REJEITO EM SUBSTITUIÇÃO A CIMENTO CONVENCIONAL

Autores

  • Fernanda Letícia Duarte Pereira
  • Viviany Geraldo de Morais

Palavras-chave:

Crescimento in situ, Nanomateriais na construção, Nanotubos de carbono, Sustentabilidade

Resumo

Os resultados obtidos neste estudo confirmam que a metodologia de crescimento in situ de nanotubos de carbono (NTCs) em grãos de cimento demonstrou ser eficaz, promovendo uma dispersão homogênea e uma forte aderência entre os nanotubos as partículas cimentícias. Essa estrutura microestrutural contribuiu diretamente para a melhoria das propriedades físico-mecânicas da argamassa, como resistência à compressão e à flexão, bem como à redução da porosidade e ao aumento da densidade do compósito cimentício.
O presente trabalho pode ser compreendido como uma etapa inicial da investigação ambiental, prevendo-se, em estudos futuros, a avaliação de outras proporções de cimento convencional que poderá ser substituída em uma amostra padrão (20% ou 30%) pelo NanoCIM. Tal substituição parcial do cimento tradicional busca assegurar, senão o incremento, ao menos a manutenção das propriedades mecânicas do compósito, ao mesmo tempo em que representa uma contribuição significativa para a mitigação do impacto ambiental.
Além dos benefícios técnicos e ambientais, o processo investigado neste trabalho atende aos princípios da economia circular, possibilitando a valorização de resíduos industriais e a redução da pegada de carbono na cadeia produtiva do cimento. O aproveitamento de passivos ambientais como os rejeitos de minério de ferro (IOT), junto à nanotecnologia, representa uma estratégia viável para o desenvolvimento de materiais cimentícios mais sustentáveis, com contribuição para redução do efeito estufa e emissão de Co2

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Publicado

03.02.2026