ECONOMIA CIRCULAR EM PEQUENOS NEGÓCIOS: UMA ANÁLISE DAS BARREIRAS ENFRENTADAS PELA EMPRESA DE VELAS ARTESANAIS PASSOS ILUMINADOS

Autores

  • Bruno de Souza Silva
  • Jeniffer de Nadae

Palavras-chave:

Barreiras, Negócios Circulares, Velas artesanais, Mulher Empreendedora

Resumo

Os pontos levantados nesse estudo nos mostram que, embora a Economia Circular seja amplamente debatida no campo teórico e incorporada às agendas públicas e empresariais, sua aplicação ainda enfrenta obstáculos significativos ainda mais claros nos pequenos e médios empreendimentos. No caso da empresa estudada, observou se que as barreiras mais presentes no negócio se concentram no campo social e cultural. Isso revela que apesar da preocupação crescente com a sustentabilidade, grande parte da população ainda não está preparada e pronta para mudarem o modelo de consumo. A continuidade de padrões de produção e consumo pautados pelo descarte rápido — prática historicamente reforçada pelo uso intensivo de plásticos e pela lógica da obsolescência programada — limita a adesão a produtos circulares. Por outro lado, existe uma linha de consumidores, cada vez mais crescente, que ao identificarem atributos como maior durabilidade e potencial de reuso aumenta o interesse e o engajamento em modelos de negócios circulares, o que reforça as oportunidades concretas de atuação por meio de estratégias de design orientadas à circularidade, aliadas a práticas de comunicação de caráter educativo. Observando ações do governo como à Lei no 15.154/2025, que flexibiliza exigências relacionadas à produção artesanal de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal e setores correlatos, nos mostra avanços institucionais relevantes, capazes de reduzir custos de conformidade e estimular o microempreendedorismo, facilitando não só a criação de novos negócios mas também incentivando a adoção de práticas da economia circular. Porém, ainda há um grande caminho a percorrer em diversos setores de produção, pois, apesar dos recursos financeiros não serem um impeditivo no estudo de caso da empresa de velas artesanais, ele pode sim, ser um impedimento em outros pequenos negócios. O estudo realizado confirma a existência principalmente de barreiras atreladas a questões socioeducacionais como um dos principais problemas enfrentados quando analisamos à transição dos negócios lineares para negócios circulares nos empreendimentos. Mostrando uma grande oportunidade no campo acadêmico e no desenvolvimento de novas políticas e ações que conscientizem a população sobre o problema do consumo e descarte desenfreado de produtos, além de ressaltar a importância e os benefícios de atitudes sustentáveis e da economia circular, tornando o consumo mais consciente e menos prejudicial ao meio ambiente e os recursos naturais. Por fim, podemos analisar que, ao menos no setor de produtos decorativos, de saúde e bem-estar, a grande maioria do público que se preocupa com a sustentabilidade é um público feminino, seguido por um público LGBTQIAPN+. Apesar de ser apenas um recorte de um tipo de setor produtivo, vale destacar a oportunidade de estudos e análise do impacto da diversidade de gênero nos demais setores industriais, a fim de identificar se o público que valoriza mais a sustentabilidade dos produtos se mantém o mesmo.

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Publicado

03.02.2026