PORTAS ENTREABERTAS: EXCLUSÕES ESTRUTURAIS DE MENINAS E MULHERES NAS ÁREAS STEM

Autores

  • Frederico J. T. de Souza
  • Paloma A. A. Rodrigues

Palavras-chave:

Gênero, Inclusão, Mulheres nas Ciências, STEM

Resumo

As análises desenvolvidas ao longo da pesquisa evidenciam que a presença de meninas e mulheres nas áreas STEM continua sendo desafiada por múltiplos fatores históricos, simbólicos e estruturais. A exclusão não se limita à ausência física, mas também se revela na forma como os espaços científicos são construídos, representados e ensinados. A recorrência de estereótipos nos materiais didáticos, o apagamento de trajetórias femininas e a desigualdade de oportunidades educacionais compõem um cenário que perpetua a ideia de que a ciência é um território masculino.
Os dados analisados também mostraram que, embora haja avanços nas políticas públicas e nos debates acadêmicos, os efeitos dessas iniciativas ainda são limitados, especialmente quando se trata de considerar a diversidade das experiências femininas. A invisibilidade de mulheres com deficiência nas produções analisadas, por exemplo, aponta para uma lacuna urgente: é preciso ampliar a interseccionalidade nas análises e promover uma inclusão que vá além do gênero, considerando também marcadores como deficiência, raça e classe.
Diante disso, reafirma-se a necessidade de políticas educacionais comprometidas com a equidade e de práticas pedagógicas que valorizem a diversidade e a representatividade. O enfrentamento dessas exclusões exige um trabalho contínuo de desconstrução de estereótipos e de reconstrução dos espaços educativos e científicos como ambientes verdadeiramente inclusivos. Promover o acesso e a permanência de meninas e mulheres nas STEM não é apenas uma questão de justiça social, mas de ampliação do próprio potencial da ciência.

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Publicado

03.02.2026